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05/05/2009

10 meses resumidos em palavras

Calor. Quase Verão. Trabalho. Entrevistas. Compromissos. Reportagens. Caracteres. Artigos. Mais entrevistas. Mais caracteres. Escritas. Histórias contadas e por contar. Desafios. Tentativas. Recusas. Vitórias. Vida pessoal. Investimento. Sobrinhos. Família. Tempo. Mulher dos sete ofícios. Vídeos. Propostas. Reuniões. Publicações. Agenda. Passos em frente. Curiosidades. Novos temas. Cansaço q.b. Realização em alta. Descobertas. E-mails. Centenas de e-mails. Fotografias. Correcção de pdfs. Amizades. Colegas. Agências de comunicação. Convites. Revistas em banca. Saúde. Pediatria. Puericultura. Contabilidade. Audiovisual. Ambiente. Alimentação. Prémios. Pausas. Nespresso? Bolos da Rita. Aniversários. Vida social. Fins-de-semana dedicados a... Mudanças. Expectativa. Fortes convicções. Não desistir. Sms's. Telefonemas. Notícias. Boas. Más. Profissionalismo. Querer mais. Oportunidades. Blog. Sem tempo. Palavras. Soltas. Únicas. Relatos. Fecho. Editorial. Pdf's. Imagens. Gmail. Hi5. Facebook. Trabalho online. Sem tempo para férias.
Resumo? 10 meses desde que assumi o grito da liberdade como algo inspirador, sem receio e consciente de todo o trabalho que tal atitude me iria dar. Mais realizada hoje? Sem dúvida. STOP.

22/02/2009

Dias vividos e sentidos

É bom saber que há quem tenha saudades de me ler. A pedido da minha amiga Ivana, cá estou de volta. E como ela nem precisa de me ver para saber que ando imensamente ocupada, acertou em cheio e mandou-me parar de trabalhar! Pois bem, conseguiu esse feito para uns minutos de dedicação ao meu blog que também tem sentido falta da minha ausência. Pois bem, não debito ideias no meu sótão desde dia 2 porque estive a concluir os artigos para duas das revistas que colaboro, entre outros projectos. Pelas minhas contas, este mês, que ainda não terminou, escrevi mais de 35 artigos. Valha-me a investigação e a inspiração!
- A semana que começa amanhã vai ser repleta de emoções. Senão, vejamos: o meu sobrinho David acabou de fazer 10 meses (hoje!!!) e o meu sobrinho Gonçalo faz um aninho no próximo dia 25, um dia depois do Carnaval. Três dias depois, cerca de 100 pessoas vão juntar-se para baptizá-lo. Eu vou ser a madrinha e o meu mano Hugo, o padrinho. Óptima escolha, portanto!!! (olha a baba... eheheheh) Já comprei a roupinha que ele vai levar no baptizado.
- Ao analisar a minha vida com sobrinhos e sem eles, sinto uma felicidade imensa. É completamente apaixonante. Tenho o grande privilégio de os acompanhar de perto, porque o trabalho o permite, e de ver os passos gigantescos que dão em tão pouco tempo. Os primos estão muitas vezes comigo e até me deixam trabalhar. Sendo que escrevo para mamãs, grávidas e sobre bebés, não há melhor factor de inspiração... Há putos giros mas os meus sobrinhos ultrapassam todas as expectativas!
- Esta semana será também a da publicação da revista Mãe Ideal onde poderão ler, entre muitos artigos interessantes, a reportagem do parto na MATERNIDADE DR. ALFREDO DA COSTA. Uma das reportagens que mais gostei de fazer e que me emocionou descrita em oito páginas da edição de Março desta revista. Quem tiver interesse, compre, que vale mesmo a pena! Podem ficar a conhecer o Tomás no momento do nascimento e a história daquele dia passado na MAC. Graças à simpatia dos pais, Idalina e Amândio, vou conseguir partilhar com os leitores as imagens deste nascimento e os sentimentos vividos no dia 1 de Fevereiro de 2009. Julgo que irei partilhar esta reportagem no meu blog, mais tarde. No entanto, convido-vos mesmo a comprar a revista para verem a paginação com as fotos do Tomás nos primeiros minutos de vida. Arrepio-me só de imaginar o que senti ao assistir ao seu nascimento.
- Entretanto, a minha amiga e "sócia" Rita tem um novo blog onde podem ficar a conhecer os trabalhos mais recentes dela e encomendar bolinhos docinhos. Ela será a responsável pelo bolo de baptizado do meu sobrinho que ficará, certamente, maravilhoso. Ora cliquem em www.cake-land.blogspot.com e não se esqueçam de encomendar um bolo de aniversário, de casamento, de anos de casados, de anos de namoro, de divórcio e do que quer que seja. Ela tem mesmo jeito e quem prova os bolos dela, não quer outra coisa!
- Tive oportunidade de entrevistar o pai adoptivo da Esmeralda, Luís Gomes e de conhecer um pouco melhor a infância de uma menina que anda de cá para lá num processo complexo, demorado, incrivelmente mal conduzido... Gostaria de saber como se sente na nova vida e gostaria que os juízes ouvissem o que tem para dizer. Afinal, uma criança de sete anos a viver um turbilhão de emoções pode ficar psicologicamente afectada. Seja como for, gostei do que ouvi por parte de Luís Gomes e julgo que a entrevista serviu para dar a conhecer o lado mais humano do processo, fugindo um pouco da polémica!
- O mano mais velho está cheio de trabalho. Para quem é sportinguista ferrenho, nunca ele pensou ter de editar tantas peças benfiquistas. Quanto a mim, estão excelentes. O resultado final será transmitido na Benfica TV, na gala do 105º aniversário do Benfica, no próximo dia 28 de Fevereiro. Tem jeito, o rapaz! Muito jeito!!! Quem está feliz é o meu pai ao assistir ao trabalho do filho pelo clube que o leva à loucura. Sente-se mesmo confortável com o novo trabalho do filho. Pequena nota: eles passam a vida a "picarem-se" à conta dos jogos Sporting - Benfica.
- Espera-me uma semana de trabalhinho! Mais escritas, mais entrevistas, novas reportagens, novos desafios. Com humildade, sinceridade e força de vontade... Porque me educaram a ser assim, sem mentiras, sem invejas e sem contradições. A inveja é algo que me repugna e que quero bem longe de mim. É por isso que detesto quem não olha a meios para atingir os fins, quem esconde coisas de propósito, quem deseja mal aos outros. Afinal, vamos todos para o mesmo sítio, um dia... e é completamente desnecessário perder tempo com mesquinhices. E com este desabafo me despeço até um próximo post. Beijinhos a todos, bons trabalhos. Aproveitem o sol que antecede a Primavera e sejam felizes!

12/10/2008

Quando a chuva cai...

Eu adoro ficar na cama. E esta manhã foi mesmo assim. Há lá coisa melhor do que estar deitada, quentinha e confortável, enquanto a chuva cai lá fora? Ora, aqui está uma das melhores sensações que conheço, sobretudo se nesse dia, não há responsabilidades ou compromissos que nos obriguem à tirania de nos levantarmos, vestirmos e irmos onde quer que seja. Aliás, tal situação deveria proibida mundialmente!
Nunca escondi que gosto muito da Primavera e do Outono. Sim, sou uma rapariga meio estranha que prefere as estações intermédias e cujo Verão não está no topo da eleição!
Talvez seja também por isso que adoro a música "Let it rain", a combinar com o prazer que me dá ficar sossegada, no conforto da minha cama, a ouvir a chuva que cai intensamente lá fora (hoje até se fez acompanhar de uma bela trovoada). Por outro lado, trabalhar com chuva costuma inspirar-me. Pode ser que assim aconteça esta semana em que a agenda reclama uma série de artigos, feitos do zero, a necessitar de introdução, meio e fim, com uma dose de imaginação, títulos curiosos e destaques importantes.
Boa semana a todos, com ou sem chuva!

03/10/2008

E assim anda a vidinha...

A Ivana casou e o casamento foi lindo. Já foi de lua de mel e já voltou, apta para dar conta do recado na sua nova casa...
O meu sobrinho David já tem um dente e está lindo de morrer...
O sobrinho Gonçalo continua lindo, reguila, cheio de novidades e com uma genica de fazer inveja aos mais preguiçosos...
Alguns artigos foram concluídos e entregues na semana que passou e outros estão em fase de pré fabrico para a semana que vem...
O maninho já tem um escritório novo onde se consta que irei passar alguns momentos... Welcome to the team!
O Paulo já anda numa azáfama de Director do seu CSC... Treinos e mais treinos, jogos e mais jogos, a fazer o que mais gosta...
A Maria está prestes a assinar uma das coisas mais importantes da sua vida!
A Rita Nascimento transformou-se numa óptima sócia. Primeiro pagamento e primeira publicação. Quanta baba ao ver a edição de Outubro da Bebé Culinária. Grande ideia, hein?
A minha afilhada está traquina, fala e fala e fala e fala... Como crescem depressa!
O Edgar e a Cristina já estão em fase de fim de mudanças. Boa sorte para a nova vida!
Eu já terminei o meu longo check up dos quase 30... Esperam-se resultados e consulta de diagnóstico. MEDO!
A minha madrinha tem um neto que viveu há pouco tempo o seu primeiro dia de aulas!
A minha mãe teve uma semana atribulada mas já está aí para as curvas e o meu pai anda completamente ultra babado com os seus netos.
A vida segue, todos os dias, intensamente, por todo o lado... As vidas de uns e de outros cruzam-se, com simpatia e felicidade. Viva la vita, como diria Fernanda Serrano, num regresso à televisão, demonstrador de uma grande força interior. Momento marcante de uma figura pública que também tem as suas fragilidades e que está prestes a vencer uma luta que já vivi de muito perto. Como lhe sei dar o devido valor! Bom fim de semana a todos!

05/09/2008

Sem tempo...

para férias! Elas já cá estiveram mas já partiram sem dó nem piedade. Foram muito curtas, rápidas e passageiras, com alguns contratempos à mistura. Mas... next! De regresso, já estou empenhada nos muitos artigos que tenho para escrever, nas responsabilidades que tenho em mãos e nos projectos que abracei. Ocupada é o meu nome do meio. Sem muito tempo. Empenhada. Escrevo sobre bebés, grávidas mas também toco na cirurgia estética. Porque a contabilidade também está quase a reaparecer e os transportes amigos do ambiente também já se transformaram em artigo. Já para não falar da alimentação em bebés, com receitas indicadas para o Inverno. Digamos que estou multifacetada e que escrevo em várias áreas. Há lá melhor forma de viver o jornalismo?

27/08/2008

Dicas para o optimismo?

Não sou uma pessoa optimista por natureza. Aliás, costumo pensar sempre nos aspectos mais negativos de qualquer acontecimento. Gostava mesmo de ser optimista mas tenho apenas pequenos rasgos de tal sentimento, em algumas situações. Invejo aquelas pessoas que acham sempre que tudo vai correr bem e que nada pode acontecer ao contrário. Não. Aqui a menina tem a mania de pensar no lado mais negro das coisas. Aos olhos dos outros, sou muito optimista e até dou conselhos positivos aos amigos e aos que me rodeiam. No entanto, quando estou ansiosa, começo a sofrer por antecipação e a pensar demasiado. Esse é talvez o meu pior defeito. Pensar demasiado. Penso, penso, penso e nem sempre penso bem. O mais engraçado de tudo é que chego ao dia ou ao tal acontecimento, pelo qual sofri antecipadamente, e porto-me lindamente, muito segura de mim, como se tivesse feito sempre aquilo na vida.
Porque raio não hei-de ser mais optimista se os resultados finais são positivos e até recebo elogios quando menos espero? Aos visitantes do meu blog, fica o desafio de me ensinarem a ver o lado mais positivo da vida. Pode ser que aprenda alguma coisa.
Tenho alguns medos que gostava de abolir da minha vida mas por mais que tente, não consigo. Tenho aqueles pequenos momentos em que só penso positivo mas o pessimismo acaba por se tornar mais imponente e perponderante. Em que fase da vida estou? Nem eu sei. Hoje posso achar que estou com energias positivas e amanhã acordar completamente pessimista. Confuso? Talvez. Ainda mais interessante é verificar que tenho tudo para pensar positivo e que, volta e meia, com simples e-mails, a minha vida sofre reviravoltas e fico super activa, a nível profissional e com novos desafios para abraçar. Digamos que apesar de pessimista, não deixo de lutar pelo que quero e de procurar a total concretização pessoal e profissional.

Enquanto penso nestas e noutras questões, acabo de ler no blog do meu amigo Marcos Pinto que hoje terei o privilégio de ver duas luas... A próxima vez que tal maravilha voltará a acontecer será em 2287. Todo o Mundo está à espera.O Planeta Marte será o mais brilhante no início da noite. Parecerá tão grande quanto a Lua cheia. Isto acontecerá no dia 27 de Agosto quando o planeta Marte ficar a 34.65M milhas da Terra. Vê o céu no dia 27 de Agosto, 12.30am. Parecerá que a Terra tem 2 luas. Vou ficar acordada para ver e espero que estas duas luas me dêem o optimismo que preciso no momento.

07/05/2008

Uma questão de idade...

Nunca me deram a idade que realmente tenho. Costumo dizer que tenho cara de miúda, daquelas que ainda estão a entrar na faculdade e que aos 40 anos, me irão dar 30... Digo-o tantas vezes que devo querer convencer-me a mim mesma que será assim. Porque é que me lembrei de escrever hoje sobre a idade? A explicação é simples: hoje, mais uma vez, numa conversa banal, houve quem me desse menos oito anos do que os que realmente já cá moram! Não posso dizer que me desagrada porque, de facto, sei que há jovens mais novas que parecem bem mais velhas do que eu. Mas afinal, que idade temos nós? A do BI ou aquela que dita o nosso dia-a-dia em forma de atitudes? Posso afirmar que as duas valem: a do BI porque é impossível fugir dela e a que sentimos interiormente pois é ela que nos faz caminhar, avançar, sorrir, ganhar, conquistar...
Desde muito nova que estou habituada a confundirem a minha real idade. Nunca me esquecerei do momento em que a minha amiga de 16 anos entrou no Casino de Vilamoura como se nada fosse e eu fui mandada parar pelo segurança para mostrar o BI... Não raras vezes, a minha maioridade era motivo de desconfiança por parte de seguranças de discotecas ou locais para maiores de 18 anos. O que me deixava mais satisfeita era o pormenor de mostrar o dito BI com a minha real idade. E foi assim até aos 22, 23 anos... No Casino de Vilamoura, há vários anos atrás, a minha amiga entrou confiante e satisfeita porque nenhum segurança sequer desconfiou que ela teria menos dois anos do que a idade mínima para entrar. E eu tudo bem, lá fomos para as máquinas depois de me terem dado o trabalho de provar os meus 20 anos. :)
Actualmente, o que me dá motivos para sorrir é mesmo a cara estupefacta daqueles a quem digo a minha idade. Oiço as mais variadas expressões de incredulidade e não deixa de ser engraçado!
Quanto à velha máxima de que "velhos são os trapos" ou "a idade está na cabeça de cada um", não posso deixar de estar mais de acordo. De que importa a idade se conseguirmos que o dia-a-dia seja levado com a maior das serenidades? Que importa ter passado dos 50 se a cabeça está óptima e recomenda-se? Estou rodeada de pessoas cheias de energia com 78 anos (e como me fazem inveja!) a provar como a vida pode ser aquilo que nós quisermos que ela seja, mesmo quando é tão difícil conseguir atingir tal discernimento.

15/03/2008

Faz-me espécie...

Uma das coisas que mais me consegue pôr fora do sério é a nítida falta de educação. Tive a oportunidade de me cruzar com este sentimento no decorrer da semana. Estava eu sentada em determinado local à espera que me atendessem para determinada coisa (prefiro não divulgar muito mais porque não é chamado para o caso) quando me cruzei com não sei quantos funcionários, alguns deles, com uma característica em comum: falta de educação.
Ensinaram-me os meus pais que se deve cumprimentar as pessoas, ainda que não sejam do nosso conhecimento diário. Ensinaram-me os meus progenitores a dizer "Boa tarde", "Bom dia", "Até logo", cenas básicas do dia-a-dia que deveriam estar interiorizadas em cada um de nós. Afinal, ser bem-educado não custa mesmo nada e sabe tão bem a quem recebe determinado cumprimento.
Nem sequer me passa pela cabeça não cumprimentar as variadas pessoas que vão à redacção do jornal onde trabalho e que esperam por alguma reunião ou para serem atendidas. Custará assim tanto dizer boa tarde? O mais interessante é que uns quantos funcionários do determinado sítio onde estive foram bem-educados comigo. Outros tantos passavam, olhavam para mim, continuavam a olhar e mantinham o seu ritmo, demonstrando uma clara e nítida e falta de educação. Ninguém é obrigada a cumprimentar o outro mas, num momento em que todos andamos absorvidos pelo dia-a-dia repentino e stressante, estes pequenos gestos sabem tão bem e fazem tanto a diferença!
Faz-me espécie haver pessoas mal educadas, com a mania da superioridade e com falta de senso comum. Este tipo de situações nem sequer deveriam ser discutidas. Cumprimentar o outro, dizer boa tarde ou bom dia não deveria ser posto em causa. Para mim, são cenas tão básicas como comer, vestir, fazer a higiene pessoal. Pena que nem todos tenham esta ideia bem interiorizada.
PS 1 - Ontem tive o privilégio de ver uma criança com 20 minutos de vida, num hospital de Lisboa. Tive de ir entrevistar uma médica e quando andava à sua procura, tive a grande sorte de entrar num elevador com um recém-nascido acabadinho de vir ao mundo. Simplesmente fenomenal! Fiquei absolutamente arrepiada.
PS 2 - Para dar continuidade a este meu lado maternal, ontem à noite fui a eleita para tomar conta do meu sobrinho e ajudar a minha cunhada com o banho. Tive direito a mais de quatro horas só para mim, onde ele chorou, comeu, tomou banho, dormiu e esteve ao meu colo. É uma sensação absolutamente única e indescritível. Eu amo o meu sobrinho Gonçalo, tal como já amo o David que ainda está na barriga da mãe. Ser tia é fantástico e eu estou a adorar este novo papel. O pior é quando só me apetece estar com ele e a tal vida stressante não o permite.
PS 3 - Aproxima-se uma semana muito complicada de fecho, numa altura em que o meu pai irá comemorar mais um ano de vida. Vamos ver como se safo "mais uma vez" desta loucura laboral.
PS 4 - Esta semana, nas bancas, uma nova revista de saúde. Boa paginação, conteúdos ricos e tudo para ser um sucesso. Boa sorte! Tive o privilégio de pertencer (n'uma pequena parte) nesse processo. Sinto-me orgulhosa por isso!

12/01/2008

Educar ou insultar gratuitamente?

Estava eu às compras numa loja perto de minha casa, quando oiço um senhor a gritar com uma criança. Ambos não estavam no meu campo de visão mas rapidamente me dirigi para perto para ver o que se passava. Ao que parece, "a parva" da criancinha estava a pedir dinheiro ao adulto (talvez pai da mesma), provavelmente para comprar qualquer coisa. A cena durou uns minutos, com a criança a ser insultada de parva, estúpida e outros nomes simpáticos, perante uma plateia considerável e o dono da loja. "É que é mesmo parvo. Já prometi que não o trazia mais comigo a esta loja". Como ainda por cima estou naqueles dias de mau humor considerável, achei a cena lamentável. Gostava de saber para que é que certos pais trazem crianças ao mundo se não estão minimamente preparados para assumir tal responsabilidade. Cenas destas não são assim tão invulgares e irrita-me ver crianças maltratadas, muitas vezes, sem motivo para explicar tal agressão psicológica. Para se ter um(a) filho(a), é necessária preparação, paciência e sentido de responsabilidade. Imagino que tenha de chamar à atenção dos meus futuros sobrinhos quando não se estiverem a portar bem. As crianças devem ser educadas e ensinadas para se prepararem para a vida. Não podem ser insultadas ao mínimo pedido.
Vejo este tipo de cenas regularmente, em supermercados, centros comerciais e outros locais públicos. Muitos pais andam demasiadamente ocupados e saturados do stress diário. Muitos deles tornam-se progenitores impacientes e intrasigentes. Não consigo perceber como é que se insulta, em vez de educar. Como é que é possível assistirmos a cenas destas, com as crianças a sentirem-se envergonhadas com este tipo de cenas, acessível ao comum dos mortais e a um público variado? Espero ter o discernimento necessário para ajudar na educação da minha afilhada e dos meus sobrinhos, sem ter de recorrer a cenas de insulto gratuito e agressão psicológica fácil.

30/12/2007

A caminho de 2008...


É hora de balanços! O ano de 2007 está prestes a terminar para dar lugar a um ano que promete. 2008 está mesmo aí!!! É chegada a altura de recordar alguns dos momentos passados no ano que agora termina, da forma mais criativa que arranjei:

O melhor de 2007
O melhor livro - "No ar... 100 histórias de rádio", do meu amigo Marcos Pinto.A melhor notícia - "Vais ser tia"... e recebi essa mesma notícia duas vezes. Que grande sortuda que eu sou!
O casamento do ano - Sócia e Bogas, a 19 de Maio de 2007. Simplesmente espectacular e uma união que muito me diz!
O nascimento do ano - A minha afilhada Julieta, a 20 de Abril de 2007.
O noivado do ano - Ivana e Miguel. Só falta mesmo marcarem a data.
Um lugar único - Aldeia da Mata Pequena.
Um hotel a voltar - Mélia Aldeia dos Capuchos.
Uma surpresa inesperada - Menção honrosa no prémio de jornalismo Professor Emílio Peres - "De mãos dadas com a obesidade".
Um concerto - João Pedro Pais e Mafalda Veiga em dose dupla: ao vivo na Rádio Clube Português e no Coliseu de Lisboa.
O baptizado do ano - Julieta, a 7 de Outubro de 2007.
Data especial - 28 de Janeiro (sinónimo de três anos de namoro).
O pior momento - Posturografias, videonistagmogramas, consultas médicas. V.P.P.B - era preferível não ter mas já que cá está, siga!!!
Melhor filme - A oferta do meu irmão Hugo no Natal com a história da família.
Melhor café - Delta! Definitivamente. E todas as cafezadas partilhadas com amigos de sempre!
Trabalho mais árduo - Saúde Portugal Expo&Conferências, do início ao fim!
Melhores momentos - Cafezadas, jantaradas, passeios intitulados de "boa vida", churrascadas, idas ao teatro, almoços e jantares de família, almoços em Fernão Ferro, encontros e reencontros com amigos de sempre...
Compra do ano - Portátil!!!
Vício do ano - Centenas de sms's enviadas e recebidas.
Melhor doce da mãe - Crepes com gelado!!!
Momento mais criativo - Criar o meu blog e mantê-lo vivo assiduamente!
Melhor restaurante - Trindade, claro está!

E para 2008, espero:

Crescer profissionalmente...
Estragar os meus sobrinhos com mimos...
Ir mais vezes ao teatro... e levar o Paulo!
Estar mais vezes com amigos que encontro pouco...
Voltar à rádio!?
Recuperar em grande estilo da V.P.P.B

e...... e...... e..... outros tantos projectos que não posso revelar!

Desejo a todos um excelente ano de 2008, com tudo aquilo a que têm direito e mais alguma coisa! Repleto de projectos pessoais e profissionais bem concretizados, acompanhados de enormes sorrisos e poucas tristezas! Desejo um ano de 2008 sensacional a todos!

01/12/2007

A arte de bem dormir...

Gosto de dormir. Pronto! Porque não haveria de gostar? Ora se uma pessoa acorda de madrugada para enfrentar duros dias de trabalho, porque não há-de dormir quando as responsabilidades não falam mais alto? Por algum motivo, adoro o Sábado e detesto a 2ª feira. Qualquer coincidência não é pura ficção! Esta semana aconteceram duas coisas que me dão algum conforto: acordar a meio da noite a pensar que já são horas de levantar para ir trabalhar! E não é que o sentimento é tão bom? Ora vejamos: estava eu muito quentinha a dormir quando acordei, num quarto sempre escuro (detesto claridade) e silencioso. Procuro o telemóvel, ainda meio atordoada com o despertar repentino e verifico que ainda SÓ eram três e meia da manhã. Esbocei um sorriso interior e fiquei mesmo contente. Ainda tinha umas horas de sono pela frente antes do irritante despertador tocar. O sentimento inverso é muito aborrecido. Acordo algumas vezes à hora suposta e obrigatoriamente imposta e penso que ainda não pode ser, que ainda faltam umas horitas para me levantar e que é óbvio que a noite ainda vai a meio. Quando olho para os ponteiros do relógio e verifico a dura realidade, fico assim muito irritada!
Hoje voltou a acontecer-me um episódio interessante, esse sim, digno de deixar o comum dos mortais a rir de felicidade. Por vezes, acordo com a sensação de que tenho de me levantar porque é dia de trabalho. Eis quando acordo novamente para a realidade e me lembro: afinal é Sábado! Hoje podes vingar-te e fazer companhia à cama, aquela que abandonas durante a semana, trocando o quente pelo frio típico desta estação do ano. Aí é que fico mesmo satisfeita! Há alguma coisa melhor do que acordar ao fim-de-semana a pensar que é dia de trabalho e verificar que estava redondamente enganada? Hoje foi um desses dias! É claro que também já acordei a pensar que era fim-de-semana e afinal ainda estava a começar uma 3ª feira... Há dias e dias, factos e factos!
O pior é quando o fim-de-semana é também sinónimo de trabalho e não são raras as vezes em que isso acontece. De qualquer forma, a arte de bem dormir também é difícil e deixa-nos meio confusos, de quando em quando. Porquê falar de dormir? Porque me apeteceu! Tem assim tanto interesse? Talvez não, mas acredito que dormir as horas a que temos direito é meio caminho andado para descansar o corpo e a mente e para nos ajudar a enfrentar o stress diário.

Digno de destaque neste Sabado:
Estou a caminho de um jantar só de mulheres (com direito a troca de presentes e tudo)!!! Será o começo das jantaradas de Natal? Como organizadas que somos, optámos por nos juntar logo no primeiro dia de Dezembro para evitar a confusão dos dias perto da época natalícia. Ena ena, vai ser MUITO giro! Metade do País a vibrar pelo Benfica-Porto e nós na bela da jantarada, alheias a esse momento futebolístico tão importante para o comum dos mortais.

11/10/2007

Geração recibo verde e estágios para a nossa geração...

É a actual realidade do nosso País. A nossa geração está facilmente conotada com palavras como "recibos verdes", "estágios", "salários baixos", "insegurança"... Quando penso no actual estado do País e no número de desempregados que engorda os números do Instituto de Emprego e Formação Profissional todos os dias, bem como as estatísticas alarmantes do Instituto Nacional de Estatística, fico chocada. Penso nos quatro anos de licenciatura em que a ilusão era o que marcava o futuro destino de tantos estudantes de Comunicação Social. Andámos quatro anos na ilusão de que as coisas cá fora não estariam tão mal... Quando confrontados com a dura realidade, a palavra "canudo" parecia afinal não ter tanto significado. A sua importância afinal não seria tão grande a avaliar pela quantidade de licenciados que trabalham em imobiliárias, agências de seguros, serviços administrativos ou supermercados. E atenção que não estou a minorizar o valor de qualquer uma destas profissões pois admiro cada uma delas e não tenho nada a mania de achar uma determinada profissão superior a outra. Aliás, admiro muito mais certas profissões, cujo esforço físico é muito maior do que aquele que o facto de ser jornalista me exige.
Lamento que a minha geração tenha de viver eternamente em casa dos pais ou passe por tantas dificuldades até ter o mínimo de estabilidade. Ora aqui surge outra palavra tão engraçada que, nos nossos dias, pouco significado e peso tem. O que é afinal a estabilidade? Quantos de nós podemos afirmar que estamos seguros nos nossos empregos? Quantos é que podem ter a certeza que irão ter sempre o ordenado ao fim do mês para pagar as contas?

Tenho um óptimo estágio para te oferecer!!!
Outra realidade que me faz alguma espécie é a grande quantidade de estágios que proliferam e enchem os sites de emprego nacionais. Estágio atrás de estágio... As exigências são mais que muitas. Tens de saber línguas, ser pontual, trabalhar em full time, ter disponibilidade para trabalhar ao fim de semana... mas as ofertas não são assim tantas. Senão vejamos: "procura-se para estágio não remunerado" ou então "pagamento de subsídio de alimentação e de transporte". E ficamos por aqui... Alguns ainda afirmam que há possibilidade de integração nos quadros da empresa. No entanto, todos sabemos, que esta promessa também não nos garante a certeza e estabilidade que todos desejaríamos. Afinal, estivemos anos a estudar e concluímos uma licenciatura que nos deveria dar maior dignidade. Na área onde tenho o privilégio de ainda trabalhar (e para a qual investi anos da minha vida com muito estudo e muitos gastos, apesar de ter entrado para a Universidade Pública), os estágios são mais que muitos. Oferta não falta! O mesmo não se pode dizer em termos de emprego efectivo. Muitos dos meus ex colegas estão a trabalhar fora da área depois de tanto tempo a saltar de estágio para estágio e sem conseguirem um emprego (Desculpem... devo antes dizer um trabalho porque os empregos são só para alguns).

Quando não estamos em estágios, passamos por algum tempo em recibos verdes que nos enchem de benefícios. Paga-se mensalmente 150 euros de segurança social, no mínimo. Paga-se também IVA e faz-se retenção na fonte. Para quê, pergunto eu? Para não ter direito a subsídio de alimentação, nem de transportes e muito menos de férias. Subsídio de Natal? Só pode ser piada! Ah! E também não sei porque é que se paga mensalmente à segurança social. Provavelmente para que esses contribuintes contribuam para a reforma dos outros.
É por estas e por outras que não posso considerar justa a situação que a minha geração vive actualmente. É por isso que tenho amigos desesperados à procura de emprego, que se candidatam diariamente, que investem em candidaturas espontâneas e que recebem respostas (quando recebem) que ditam o arquivamento daquele Curriculum para futura abertura de vagas da empresa. Neste caso, sabem ler nas entrelinhas e percebem que jamais serão chamados para aquele local e que o CV que enviaram é apenas mais um no meio de centenas.

Quando penso nisto, lembro-me imediatamente de João Pacheco, Prémio Gazeta Revelação em 2006. O Prémio Gazeta é a mais prestigiada distinção de jornalismo em Portugal. Por altura da entrega da distinção, João Pacheco, jornalista, afirmou determinadamente algumas frases que valem a pena parafrasear neste contexto: "Como trabalhador precário que sou, deu-me um gozo especial receber o prémio Gazeta Revelação 2006, do Clube dos Jornalistas. A minha parte do dinheiro servirá para pagar dívidas à Segurança Social. Parece-me que é um fim nobre. Não sei se é costume dedicar-se este tipo de prémios a alguém, mas vou dedicá-lo. A todos os jornalistas precários". Obrigada João Pacheco. Julgo que muitos jornalistas se sentem atingidos pela homenagem. Mas o João continua o seu discurso de forma brilhante e afirma: "Passado um ano da publicação destas reportagens, após quase três anos de trabalho como jornalista, continuo a não ter qualquer contrato. Não tenho rendimento fixo, nem direito a férias, nem protecção na doença nem quaisquer direitos caso venha a ter filhos".
O mais grave é que a precariedade é a actual realidade das várias áreas profissionais. Julgo que este discurso é a melhor forma de concluir esta desabafo que hoje me apeteceu partilhar. Deixo-vos também um link para um artigo recente do jornalista que venceu o Prémio Gazeta e que foi publicado na Revista Visão com reportagem fotográfica José Caria.