
Se há uns tempos atrás que me dissessem que iria ver um jogo de futebol, em pleno estádio, eu própria teria de me beliscar para acreditar. Um dos maiores rivais ao meu namoro é o futebol, a bola, o Benfica, o GSCarcavelos, o Belenenses e afins... Quem quer ver o meu namorado feliz, é vê-lo em pleno estádio a apreciar passes, golos e jogadores em alta. Ou então, procurem-no pelos lados de Carcavelos e vejam-no a treinar os escolinhas e os júniores no Grupo Sportivo de Carcavelos.
Há quatro anos que ele me tenta levar ao estádio da Luz. Sim, realmente, até acho que é um dos estádios mais bonitos, tendo em conta o concorrente Sporting (não sei como alguém pode achar aquele estádio atraente). Por outro lado, já tinha estado pelos lados de Benfica em trabalho. Já tinha também jantado na Catedral e ido ao Wellness existente nas imediações, em entrevista para o jornal. Agora, assistir ao jogo, com o público presente, era algo que não fazia parte dos meus planos. Essa realidade foi mudada no passado Domingo. Eis a minha estreia a assistir a um jogo do Glorioso. E não foi um jogo qualquer, que fique bem claro! Fui precisamente a um dos jogos de disputa da taça, entre o SLB e o Paços de Ferreira. Confesso que, aos primeiros minutos, fiquei um pouco desiludida porque a equipa adversária marcou mal começou o jogo. Nada que não fosse resolvido pelos quatro golos que se seguiram, desta feita, dos encarnados. Confirmou-se o que eu suspeitava: foi preciso ir ao Estádio da Luz para que o Benfica ganhasse!
Obrigado Patrícia
Decidimos antecipar o dia dos namorados e aproveitar o convite da Patrícia Neves. O telefone toca e a pergunta soa em alto som: que tal levares o teu namorado ao camarote do Estádio da Luz? Oh meus amigos, aquilo foi música para os meus ouvidos. Apesar do Paulo já ir a jogos do Benfica há quase tantos anos quantos tem de idade, nunca tinha estado no camarote. Só vos digo: vale muito a pena. As instalações são óptimas e acolhedoras. Podemos jantar na sala do camarote (também equipada com televisão) antes, durante ou depois do jogo. Tínhamos à escolha carne ou peixe, vários doces (que maravilhoso pão de ló!!!), com direito a cafezinho e tudo.
Lá me convenceram e desengane-se quem pensa que o principal motivo foi o jantar. A ideia do camarote atraiu-me bastante mais porque detesto confusão e não gosto de me imaginar no meio da multidão. De qualquer forma, nessa noite, foram apenas pouco menos de 15000 espectadores. A casa esteve longe de encher mas o jogo decorreu de forma animada e a minha estreia foi brindada com a vitória.
Quem se ficou a roer de inveja foi o meu pai, benfiquista fanático, do pior que há (para ele, o Benfica joga SEMPRE bem e quem não acha isso, não sabe ver futebol). Pode ser que um dia destes consiga levá-lo também... A equipa da casa ganhou, o Paulo ficou feliz e foi uma noite diferente. Belisquem-me... É que ainda me custa acreditar que o convite foi dado por mim, a ideia foi minha e estive lá não sei quantas horas sem me cansar.